Hiper agia ai partenos Maria, akrantos Mitéra tou Khristos Theos - soson imas!
Batul Lala Marian Wallidat al illah - ʕawnu ni!

Nossos pais e avós foram protestantes, nossos tetravos papistas, as gerações do passado remoto no entanto foram Católicas, apostólicas e ortodoxas, e nós, consagrando todas as forças do intelecto ao estudo da coisas santas e divinas desde a mais tenra idade, reencontramos e resgatamos a fé verdadeira, pura, santa e imaculada dos apóstolos, mártires e padres aos quais foi confiada a palavra divina. E tendo resgatado as raízes históricas de nossa preciosa e vivificante fé não repousaremos por um instante até comunica-la aos que forem dignos, segundo o preceito do Senhor. Esta é a senda da luz e da justiça, lei do amor, da compaixão, da misericórdia e da paz entregue uma única vez aos santos e heróis dos tempos antigos.

João I

João I
O Verbo se fez carne




Hei amigo

Se vc é protestante ou carismático certamente não conhece o canto Ortodoxo entoado pelos Cristãos desde os tempos das catacumbas. Clique abaixo e ouça:

Mantido pelo profo Domingos Pardal Braz:

de pentecostal a ORTODOXO.

Jesus aos apóstolos:

"QUEM VOS OUVE É A MIM QUE OUVE E QUEM VOS REJEITA É A MIM QUE REJEITA."


A CRUZ É UM ESCÂNDALO PARA OS QUE SE PERDEM. MAS PARA OS SANTOS PODER E GLÓRIA DE DEUS.

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quinta-feira, 18 de março de 2010

Da unidade da fé ortodoxa V - Da presença real do Salvador no grande Sacramento da Eucaristia


Segundo M Antoine Arnauld na sua "Perpetuidade da fé Católica sobre a Eucaristia" não existe doutrina mais comum e ao mesmo tempo mais cara a todas as Cristandades apostólicas do Oriente do que aquela que concerne a presença real de nosso Abençoado Mestre e Salvador Jesus Cristo no Sacramento do altar.


Passemos pois ao testemunho das Igrejas:


01) Igreja apostólica assíria:


"Através desta ordem divina o pão é mudado em Seu Santo corpo, e o vinho em Seu Sangue Precioso, e eles dão, para todos aqueles que lhos recebem com fé e esperança, o perdão dos pecados, a purificação, a iluminação, a ressurreição dos mortos, a herança dos céus e a vida eterna." Mar Odeisho de Nishevam in "Marganitha" IV



02) Igreja Apostólica copta:


"Ela é o corpo e sangue de Cristo segundo ele assevera. Assim todo aquele que ousa dizer que o pão e o vinho depositados sobre o altar não são o Corpo e o Sangue do Verbo de Deus, o mesmo que ele recebeu da Virgem Maria, apartou-se da comunhão do povo Cristão e da vereda da salvação." Vicente de Coptos in "Testamento."


"O corpo de Jesus Cristo unido a pessoa do Verbo divino e a alma racional, tudo isto recebemos na Eucaristia, assim se deve compreender as palavras: isto é meu corpo." Isaac Ibn Zaraa


"Se nos interrogam sobre a Eucaristia nos lhes respondemos que entre os Cristãos vigora a crença de que o pão e o vinho se convertem no corpo e no sangue de Cristo. Isto se dá porque os Cristãos estão firmados nas palavras de seu Mestre e Senhor sobre os elementos concernentes a seu corpo e sangue... esse testemunho é corroborado pelo Pai celestial, que do alto da nuvem disse: ouvi-o!!!

Logo as palavras dele são muito verdadeiras e não é possivel duvidar ou exercer juízo quanto a elas. Asseveramos pois que no pão e no vinho estão o corpo e o sangue dele, ISTO NÃO É NEM PARABOLA, NEM COMPARAÇÃO, NEM METÁFORA." Severios de Ashmonim in "Questões e respostas"


"Todos os Cristãos estão firmemente persuadidos de que a Eucaristia, sendo consagrada por um ministro ortodoxo é o corpo e o sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo suas verdadeiras palavras: Minha carne é comida e meu sangue verdadeira bebida." Echmimi in "Sagrados Canones"


"Após o Espírito Santo ter descido e repousado sobre os dons eucarísticos Jesus Cristo nos é dado, assim como foi dado em corpo a Virgem Maria." Yhoanan Abulfidah in "Compêndio de teologia eclesiástica"


03) Igreja apostólica armênia:


"A Divina Liturgia é o Sacramento do Amor, porque através dela nosso Deus Pai consagrou o Pão e o Vinho, com a intercessão do Espírito Santo, transformado-os no Corpo e no Sangue do Filho Unigênito, distribuindo-os entre os que recebem a comunhão, ficando unidos com Ele."


04) Igreja apostólica siríaca:


"Jesus Cristo faz-se verdadeiramente presente no altar da comunhão sendo nutrição de nossas almas e santificação de nossos corpos." Dionisios Bar Salibi metropolitano de Amida (Ahmed) in Comm ao Evangelho de João caput VI


"O pão posto sobre o santo altar se converte num pão celestial ou seja no corpo de Cristo, corpo vivificante do Verbo divino." Mikhail de Antakia dito o grande ou o Sírio in "Preparação para a comunhão"


"Eis que tendes o corpo do vosso Criador entre as mãos, e lho manipulais, e lho tocais e lho ingeris." Abu Birkat


05) Igrejas apostólicas bizantinas:


"Por preces solenes e divinas o pão se faz verdadeiro corpo do Senhor e o vinho em sangue verdadeiro do Senhor é mudado e se transforma." Jeremias II, id X




Conclusão: "Segundo pude ler nas obras de Abdul Latif, o yemenita pertencente a igreja dos roum e nas obras do assirio Elnataieb estamos todos de acordo sobre inumeros pontos de doutrina, especialmente sobre a aucaristia pois todos cremos estar nela o corpo e o sangue do Senhor." Isaac Ibnassal (siríaco) in "Fundamentos da fé ortodoxa"




terça-feira, 16 de março de 2010

Da unidade da fé ortodoxa V - Dos sete grandes mistérios ou sacramentos.


01) Igreja apostólica Assiria: Mar Odeisho hierarca de Nishevam em sua 'Marganitha' afirma serem sete o número - mínimo, pois enquanto os rumi afirmam que se trata do número máximo, nós ortodoxos contamos outros tantos sacramentos para além dos sete admitidos por eles (conferir nossa exposição sobre os sacramentos na "Dogmática" ) - dos sacramentos contando entre eles o Batismo, a Eucaristia, o Miron, a Epitimia, a Chlerotônia, a oblação e o fermento da eucaristia.

E excluindo aparentemente o matrimônio e a Evkelaion. Se bem que mencione expressamente o primeiro e lhe dedique seu último tópico no livro dos sacramentos, a saber o IV da 'Marganitha'.

Todavia ele assevera no começo deste livro que tudo quando a Igreja santifica e abençoa com o sinal da Cruz é verdadeiro sacramento, doutrina esta que expressa fielmente a crença dos apóstolos, mártires e padres para os quais tudo quanto a Igreja de Deus selava com o divino e vivificante sinal era verdadeiro sacramento e veículo da graça invisivel de Nosso Senhor Jesus Cristo.


Segundo Lancelot Andrewes: "Os padres costumavam empregar o termo 'sacramento' com bastante largueza." in Perguntas ao cardeal Du perron


"Os antigos estendiam a designação de sacramento a todas as ações da igreja através das quais Deus concedia liberalmente sua graça." assevera Thorndike




Tal o motivo porque todas as nossas santas igrejas de Deus consideram as cerimônias do lava pés, do monacato, e do sepultamento, dentre outras como verdadeiros sacramentos.

Considerando entretanto que os mais elevados são a Eucaristia, o batismo e o Miron; seguidos da Chlerotonia, da Epitimia e Evkelaion; seguidos do monacato, matrimônio e enterramento; seguidos do fermento, da oblação e do lava pés; seguidos das bençãos da igreja, sendo cada uma delas verdadeiro sacramento pelo sinal da cruz.

A Igreja ortodoxa ignora supinamente a falsa doutrina dos sacramentais que a teologia escolástica dos Franc (latinos) inventou, considerando-se a si mesma como verdadeiro sacramento de salvação em cada um de seus atos e cerimônias. Tudo quanto a igreja determina e preside é verdadeiro sacramento e veiculo da graça de Nosso abençoado Mestre Jesus Cristo.

02) Igreja apostólica copta:

"The Seven Sacraments of the Church are:
1- Sacrament of Baptism.
2- Sacrament of Confirmation
3- Sacrament of Confession
4- Sacrament of Eucharist
5- Sacrament of Unction of Sick
6- Sacrament of Matrimony
7- Sacrament of Priesthood."


Eis o que diz o Bispo Mettaous em sua obra "Dos ritos sacramentais na Igreja Copta Ortodoxa." introdução

03) Igreja apostólica Armênia:

"A Igreja apostólica armênia administra sete sacramentos: batismo, confirmação, comunhão, extrema unção, penitência, sacramento de casamento e sacramento de ordens." in Khazinedjian "A igreja apostólica armênia imagem moderna e viva da igreja primitiva." pp 50

04) Igreja apostólica siríaca:

"Os Sacramentos da Igreja são: Batismo, Confirmação, Eucaristia, Arrependimento, o Sacerdócio, Unção dos Enfermos, e Casamento." in Breve resumo...

05) Igrejas apostólicas bizantinas:


"Em primeiro lugar, nosso Senhor instituiu o Santo Batismo com as palavras: "Ide e fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo;" (Mateus 28:19 ) e pelas palavras: "Aquele que crer e for batizado será salvo, mas quem não crer será condenado." (Marcos 16:16)

E de confirmação, isto é, da Myron Santo ou Santo Crisma, pelas palavras: "Mas vós sois - ficasse na cidade de Jerusalém, até que sejais revestidos de poder do alto." (Lucas 24:49 ) com que foram dotados pela vinda do Espírito Santo...

E do sacerdócio pelas palavras, "Fazei isto em meu memorial" (Lucas 22:19) e pelas palavras, "tudo o que ligares e desligares na terra será ligado e desligado nos céus." (Mateus 18: 18)

E o sacrifício incruento pelas palavras: "Tomai, comei, isto é o meu corpo" (Mateus 26:26, Marcos 14:22, e cf. Lucas 22:19, 1 Coríntios 2:24) e, "Bebei dele todos pois é meu sangue do Novo Testamento."(Mateus 26:27; e cf. Marcos 14:24, Lucas 22:20, 1 Coríntios 2:25) e pelas palavras: "Se não comerdes a carne do Filho do Homem, não tereis a vida em vós. "(João 6:53)

E casamento, quando, depois de ter recitado as coisas que haviam sido consignadas no Antigo [Testamento], Ele, por assim dizer, definiu o status das mesmas: "Aqueles a quem Deus uniu, não deixe que o separe o homem, "(Mateus 19:6) e o divino apóstolo também o tem por grande mistério. {Ephesians 5:32} (Efésios 5:32)

E penitência, com a qual se junta a confissão sacramental, pelas palavras, "a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados, se você manter os pecados, ser-lhes-ão retidos". (João 20:23 e pelas palavras, "a menos que você se arrependa, você [todos] de igual modo perecereis." (Lucas 13:3,5)

E, por último, o Óleo Santo ou Oração do óleo que é citada por Marcos (Mc 6:13) e é expressamente testemunhada pelo irmão do Senhor. (Tg 5:14)
Doshiteus decreto XV


"A Igreja Católica Ortodoxa sete divinos sacramentos recebe: primeiro o batismo, a unção sagrada, sagrada comunhão, ordem, matrimônio, penitência e extrema unção." Jeremias II, id VII


06) Igreja apostólica de Roma:

"É pois o Batismo o primeiro e a porta da econômia sacramental, afinal é por ele que nascemos em Jesus Cristo. O segundo é a confirmação, por cuja virtude crescemos e nos firmamos na graça do Senhor; pois estando já batizados os ilustres apóstolos, segundo refere S Agostinho - Ep 108 - lhes disse o Senhor "assim pemanecei na cidade até que sejais fortalecidos pelo poder do alto". O terceiro é a sagrada eucaristia pela qual nosso espírito se nutre e sustenta daquela celestial comida, segundo a palavra do Salvador: "Minha carne é verdadeira comida e meu sangue verdadeira bebida". Seguesse em quarto lugar a penitência por cuja virtude se recupera a saude que se perdeu pelas feridas que do pecado recebemos. E depois em quinto lugar a extrema unção, pela qual são destruidos os derradeiros vestígios do pecado e reanimadas as forças do espírito, porquanto S tiago dele testitica nestes termos: "E tendo pecados lhe serão remitidos.". Segue-se em sexto lugar a ordem, pela qual é conferido o poder de exercer o ministério eclesiástico e sagradas funções na dispensação destes ditos sacramentos. E finalmente o sétimo e ultimo, o matrimônio, instituido afim de que pela legítima e santa união entre o homem e a mulher se gerem e eduquem filhos para a Igreja de Deus e perpetuação do gênero humano." in Catecismo Tridentino II, 01; Nictheroy, RJ, salesiana, 1896 pp 142




Conclusão: "Assim é que Nestorianos, armênios, coptas, etíopes e siríacos, fora suas heresias particulares, estão de acordo conosco sobre o número dos sacrementos e lhos recebem da mesma forma como a Igreja Santa e católica lhos tem recebido desde o princípio, pois até hoje testificamos com nossos próprios olhos, pois todos eles acorrem anualmente a esta cidade de Jerusalem vindos de todas as partes do Oriente." Sínodo de Jerusalem, 1672



sexta-feira, 12 de março de 2010

Da unidade da fé ortodoxa IV - Da fé e das obras (Sinergia)

IIII - Da fé e das obras (Sinergia)

01) Igreja apostólica assíria:

"Mas, como os profetas não podiam decide reduzir a perfeita ordem a vida dos homens, e trazê-los para um perfeito conhecimento da verdade, levando-os a abandonar os ídolos e seguir os mandamentos divinos, a fim de que eles poderiam ser salvos." Mar Odeisho de Nishevan in Marganitha III,01

02) Igreja apostólica copta:

"a One of the essential characteristics of our church is the integration of all aspects
of the new life in Jesus Christ. For example, theology - in our concept - can't be separated
from preaching, worship, or ascetic life. Theologians are not those who achieve scientific
degrees in theology, but those whose theologian knowledge is translated into life through
their worship and conduct."
Tadros Y Malaty in Man and redemption V


03) Igrejas bizantinas:

"Aquele que através da verdadeira penitência obteve o perdão dos pecados deve permanecer fiel e dedicar-se a pratica de boas obras, eis a autêntica fé católica." Jeremias II, id V

"Acreditamos que um homem não pode ser simplesmente justificados pela fé sozinho, mas, pela fé que actua pela caridade, ou seja, através da fé e obras." Doshiteus decreto XIII

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Da Unidade de fé existente entre as Igrejas ortodoxas, parte IV- Demonstração Soteriologica












III) Da divina graça e da restauração.

01) Igreja apostólica assiria:

"Todos os santos profetas vaticinaram a respeito do Cristo, aquele que devia trazer a salvação para o mundo e recriar todas as coisas." Mar Odeisho de Nishevam in Marganitha II,04

"...se aproximava o momento em que lhe cumpria pagar a dívida da transgressão do primeiro Adão, e anular o decreto de condenação que amaldiçoava sua raça." iden III,02

02) Igreja apostólica Copta:

"He Himself is identified as the gracious and the decisive movement of God for the
redemption of men in His own Person. In Him the grace of God became an event, for He came to
seek and forgive sinners not only by His words but also by giving Himself on their behalf, on the
He is the Redeemer who supplied in His own Person, words and deeds the glorious content of
the word "grace". The word "grace" appears in the New Testament 152 times, 101 occur in the
Pauline writings."
Tadros Y. Malaty iden

03) Igreja apostólica siríaca:

"A Igreja siríaca cre ortodoxa cre que por meio da morte de Cristo somos salvos da morte eterna." Breve resumo

04) Igreja apostólica Armênia:

"Cristo venceu a morte com sua morte e deu a salvação a toda humanidade." Tchilingirian

05) Igrejas apostólicas bizantinas:

"O que mais este artigo nos ensina? R. Ensina que ele - Jesus - sofreu inocentemente por causa de nossos pecados." Petrus Moghila itens XLIV - XLVIII

"Acreditamos que o nosso Senhor Jesus Cristo é o único mediador, e que, entregando-se por resgate de tudo fez de seu sangue feita uma reconciliação perfeita." Dossiteus decreto VIII







IV) Da fé e das obras (Sinergia)

01) Igreja apostólica assiria:

"A verdade do cristianismo é indicada por isso também, que, como filosofia, ele é dividido em teoria e prática. O fim de sua teoria é a verdade, como já demonstrado, e no fim de sua prática é a virtude, como se provou por aquilo que disse sobre as capacidades da alma, segundo ela exige pureza de pensamento e santidade de intenções determinando que se pague o mal com o bem, que abençemos os que nos amaldiçoam e sobretudo que amemos nossos inimigos." Mar Odeisho de Nishevam in Marganitha III,03

02) Igreja apostólica copta:

"This attitude has its effect in our concept on "Faith". For faith IS not merely
believing in some dogmas or doctrines, but it means achieving the new life in Christ in
all its aspects. We have to enjoy this life through the deep knowledge of the Word of God
(the Holy Scripture), partaking in the church worship, practicing our family worship,
fulfilling God's commandments in our relationship with others etc. ... Faith separated
from conduct."
Tadros Y. Malaty in 'Man and redemption' V

03) Igreja apostólica Armênia:

"A salvação é um processo que se dá ao longo da vida do fiel cooperando ativamente a fé e as obras." Garabed Kochakian "Nossa igreja e seu lugar na Cristandade"

04) Igrejas apostólicas bizantinas:

"Há três virtudes cristãs, sem a qual ninguém pode ser salvo: fé, esperança e caridade, mencionadas pelo apóstolo quando diz: "E agora, continuam a existir a fé, a esperança e a caridade, estas três, mas a maior destes é a caridade ." Petrus Moghila III,04

"Acreditamos que um homem não pode ser salvo pela fé somente, mas através da fé que opera através do amor, isto é, pela fé com obras." Dossiteus decreto XIII

"No quinto capítulo de vossa confisão - luterana de Augsburgo - não dais importância alguma a penitência, a satisfação dos pecados e as obras, pelo contrário ensinais que o homem se salva pela fé somente ou como dizeis graciosamente. Tal não é a fé Católica, pois segundo cremos é necessário renunciar ao pecado, fazer penitência e praticar boas obras, assim é que nos aproximamos de Deus, segundo diz a escritura: Aquele que é de Deus observa os mandamentos de Deus." Jeremias II in Censura orientalis Ecclesiae de praecipuis nostri seculi haereticorum dogmatibus, cap V
Conclusão: Segundo o ensino unânime de nossas Igrejas o homem foi graciosamente resgatado de sua condição miserável PARA A OBSERVÂNCIA DOS MANDAMENTOS EVANGÉLICOS - BEMAVENTURANÇAS - DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO, MANDAMENTOS FUNDAMENTADOS NA NOVA E ETERNA LEI DA CARIDADE. Portanto o homem foi graciosamente restaurado pela graça, não para a escravidão do pecado, mas para a prática das boas e santas obras pelas quais nos tormanos santos e perfeitos.
Cremos pois que o homem é justificado pela graça, mas que deve manter-se justificado pela obediência, pois a graça que recebeu é capacitante para preserva-lo de todo e qualquer pecado. Assim a vontade livre deve cooperar com a graça evitando tudo quanto tenha aparência de malignidade e praticanto o bem segundo os exemplos deixados pelo Senhor e seus apóstolos.
Para a Igreja ortodoxa o ensinamento segundo o qual o home se salva pela fé somente, isto é sem caridade, esperança, virtudes, obediência ou obras é um ensinamento ímpio e depravado cuspido pelo inferno.
A Igreja de Deus jamais apresentou esta nova e fácil salvação 'nos pecados' mas a salvação 'dos pecados' para a obediência, a virtude e a santidade.
Cremos que o homem restaurado em Cristo é perfeitamente capaz de resistir aos apelos do mal e de perseverar no bem.
Não cremos pois que o homem foi salvo para VIVER PECANDO E SER REPETIDA E INFINITAMENTE PERDOADO, mas para resistir heroicamente a sedução como membro de Cristo e templo do Espírito Santo.
A Igreja jamais compactuou com a escravidão do pecado e com o antinominiasmo ensinado pelos gnósticos de outrora e reeditado nestes ultimos tempos por João Agricola de Eisleben.
Pois aquele que é libertado pela graça do Filho é verdadeirmante livre e vitorioso sobre a carne, o mundo e a maldade.
Os protestantes porém se encontram divididos entre legalistas/judaizantes ou seja aqueles que pretendem restabelecer todas as leis judaicas revogadas pelo Divino Mestre e Senhor Nosso Jesus Cristo, antinominiastas ou seja aqueles que afirmam a supressão do Decalogo e de toda lei natural e a salvação 'nos pecados' e aqueles que como nós admitam a necessidade das obras - enquanto fruto da verdadeira fé - para a salvação.
Entre nós porém aqueles que se fazem de judeus ou de libertinos são de pronto excomungados e postos fora da igreja de Deus.

Da Unidade de fé existente entre as Igrejas ortodoxas, parte IV- Demonstração Soteriologica










II) Do livre arbítro

01) Igreja apostólica assíria

"E ele - o primeiro homem - foi chamado de uma imagem (de Deus) por três razões: primeiro, em virtude da alma racional com que ele possuía, e que é uma semelhança da imagem divina... Em segundo lugar por conta da vontade livre." Mar Odeisho de Nishevam in Marganitha II,01

02) Igreja apostólica copta

"Man's freedom is the most important divine gift that God bestows on man.
According to St. Cyril of Alexandria, the image of God in which man was created (Gen
1: 26) was his own free - will, and the spoilage of his human nature, that occurred by his
disobedience to God, was the loss of his free - will.
According to Athenagoras, the dean of the Alexandrian School in the second
century, man has the choice to do good or evil1. Man has the freedom to sin or not to sin;
otherwise he could not be condemned, rebuked, exhorted, or summoned.
St. Clement of Alexandria interprets the goodness of the first man not as being
perfect but as having free - will to be advanced towards perfection. He said that Adam
was childlike and innocent; [He was not created perfect in constitution, but suitable for
acquiring virtue... For God desires us to be saved by our own efforts 2].
Therefore the Alexandrians looked at Adam's life in Paradise as if it were a kind
of divine life, because of Adam's free - will that grants him the ability to be in close
contact with God. In this atmosphere, Adam and Eve received God's commandment not
as a restriction that they had to suffer, but on the contrary, as a chance to express their
love through obedience to God by their own free - will. In other words, without this
commandment our first parents would find no way to accept God's love by practicing
love, and had no way to have the experience of free - will."
Tadros Y. Malaty in "Man and redemption."

03) Igreja apostólica armênia:

"A humanidade (masculino e feminino) foi criada à imagem e semelhança de Deus, e como tal é um gênero especial." Tchilingirian; iden, id

04) Igrejas apostólicas bizantinas:

"No que concerne a vontade ela - o primeiro homem - era verdadeiramente livre." Confisão de fé de Petrus Moghila iten XXXIII

"Mas desde que ele - Deus - conheceu um faria um uso correto do seu livre-arbítrio, e outro uso incorreto, destinou uns a benção e outros a separação." Profissão de fé de Dossiteus III

"Deus jamais revogou ou suspendeu o livre arbitro humano." Censura orientalis Ecclesiae de praecipuis nostri seculi haereticorum dogmatibus; Jeremias II, iten XVIII




Considerações: Todas as igrejas ortodoxas afirmam a condição livre dos primeiros seres humanos, sua livre queda e a conservação da livre vontade - para desejar e abraçar o bem - nos seres humanos, regeitando as doutrinas ímpias engendradas pelo Bispo de Hipona, abraçadas pela Igreja cismática de Roma e desenvolvidas pelos sectários.

Tais as doutrinas da corrupção total, da perca do livre alvédrio e da faculdade de compreender os mistérios da religião, da necessidade de uma iluminação interna, da graça irresistível, da predestinação, etc

Doutrinas de origem puramente humana que os ocidentais cultivaram e aperfeiçoaram para sua maior vergonha.

Por isso Agostinho teve de confesar (em seus livros ad Julianum e numa de suas cartas a Jerônimo) - apud Lutero "Os concilios e a Igreja" p224 sg - NÃO TER ENCONTRADO NADA, ABSOLUTAMENTE NADA, NOS ESCRITOS DOS PADRES ANTIGOS, QUE LHO FAVORECESSE CONTRA PELÁGIO.

Pois tendo caido no extremo oposto ao do monge bretão, o gracismo, apartou-se da tradição original da Igreja, posteriormente classificada pelos latinos como SEMI -PELAGIANISMO, na medida em que faz justiça a natureza e ao livre arbítrio ao invés de enveredar-se por labirintos que conduzem a doutrinas monstruosas como a da reprovação ativa ou da predestinação para o mal.

Regeita pois a Igreja Ortodoxa, neste campo, a autoridade do Bispo de Hipona por compreender que exagerou em suas afirmações, quiçá influenciado pelo maniqueismo. Daí S Fócio, numa de suas enciclicas, advertir o povo sobre os erros que Agostinho cometeu sem no entanto aperceber-se deles ou desejar apartar-se da mãe Igreja.

Hoje no entanto os protestantes, como seus antepassados papistas encontram-se já cindidos em duas correntes ou escolas: a gracista; que perssevera nos erros de Agostinho e a naturalista, que regressou ao naturalismo de Pelágio e arrenegou a divina graça. A corrente gracista por sua vez encontra-se dividida em várias seitas, a começar pela arminiana que é aparentada que se aproxima um pouco do semi-pelagianismo (embora mantenha as falsas e vãs doutrinas da corrupção total e da iluminação interna) até a Calvinista, que por sua vez esta fragmentada
em dois grupos: infralapsários e supralapsários segundo disputam acerca do Decreto Horrivel promulgado pelo Dr Calvino...

De boa fé julgamos ter dado competente resposta a tais heresias em nosso livro sobre "Os dogmas da Igreja" postado em nosso BLOG 'protestando contra o protestantismo' ao qual remetemos todos os interesados sobre o assunto.

Pois nossa igreja encontra-se unida em torno da cooperação entre a Liberdade humana e a divina graça, sem excluir ou menosprezar tanto uma quanto a outra.

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Da Unidade de fé existente entre as Igrejas ortodoxas, parte IV- Demonstração Soteriologica












C - Da restauração

I) Do pecado ancestral

01 - Igreja apostólica assíria:

"E assim eles pretenderam tornar-se livres quando a vontade do Supremo Criador, dando ouvido aos conselhos do diabo e assim foram enganados. Devido a isso, tornaram-se filhos da morte, e cairam sob o domínio da iniquidade, e privados foram da glória, e ficaram cheios de toda vergonha, e foram retirados da companhia dos anjos, e foram lançados em uma terra de maldições. Seus filhos também, trilharam os mesmos caminhos da transgressão e se prenderam mais ainda aos laços da iniquidade... e seus corações foram se desviando cada vez mais." Mar Odeisho de Nishevam, Marganitha II,2

02 - Igreja apostólica copta:

"O Pecado original foi cometido por nossos primeiros antepassados." Shenouda III in Teologia comparada

03 - Igreja apostólica Armênia:

"No entanto, por causa da queda do homem, o pecado entrou no mundo." Tchilingirian "A fé da Igreja Armênia."

04 - Igreja apostólica siríaca:

"Ele resgatou-nos que crêem nele, e perdoou o pecado original que nós herdamos de nossos primeiros pais." Zakarias Iwas, enciclica sobre o Verdadeiro arrependimento.

05 - Igreja apostólica russa (representando todas as tradições bizantinas):




"Assim como todos os homens estavam em estado de inocência de Adão, então, quando ele pecou, todos pecaram nele e ter permanecido no mesmo estado de pecado." Petrus Moghila iten XXIV

"Entre os pastores da Igreja Oriental não há dúvida sobre o ensinamento seja do pecado ancestral herdado em geral, ou sobre as conseqüências desse pecado para a natureza humana em particular."
Michael Pomazansky in "Teologia dogmática ortodoxa"





Embora haja certa ingenuidade e confusão por parte de nossas igrejas e teologos em torno desta doutrina é certo que todos tendem a encara-la como a emergência ou entrada do mal no mundo, permanecendo todavia equidistantes dos dois grandes desvios protestantes: a doutrina da corrupção total na natureza, forjada pelo abençoado Agostinho. cf Pomazansky iden id e da teoria pelagiana ou naturalista segundo a qual há seres humanos naturalmente bondadosos e santos, i é, que não precisam ser socorridos pela graça do Senhor Jesus Cristo, como supuzeram muitos dos primeiros anabatistas e socianos e ainda hoje é sustentado por todos os liberais.

Nada há na ortodoxia que se oponha a teoria segundo a qual o pecado original deva ser compreendido como o mau exemplo transmitido pelos primeiros seres humanos a seus descendentes e que culminou no triunfo total da iniquidade neste mundo e na fragilização da natureza humana.

Da Unidade de fé existente entre as Igrejas ortodoxas, parte III - Demonstração Cristológica






B - Pertinentes a Encarnação ou ao Cristo.

02) Da única pessoa e das duas naturezas do Cristo

03) Da comunicação de propriedades entre as naturezas.





01) Da Igreja apostólica assíria.




  • Embora Diodoro de Tarso tenha marcado posição contra os apolinaristas afirmando a integralidade da natureza humana assumida pelo Verbo e sua distinção quanto a natureza divina, é certo que jamais negou a unidade existente entre ambos separando as naturezas e afirmando a existência de duas pessoas, pois ele mesmo escreveu: "NÃO EXISTEM DOIS FILHOS."

  • Quanto a Teodoro de Mopsuestes, os eruditos ocidentais M. Richard, E Amann, R Devreesse e especialmente A Grillmeier demonstraram que Teodoro que além de ter lutado heroicamente contra o apolinarismo, foi um dos promotores da doutrina ortodoxa das duas naturezas publicamente reconhecida em Calcedônia... segundo os mesmos autores os textos condenados em 553 haviam sido interpolados já por seus inimigos, ja pelos verdadeiros 'nestorianos'. As obras que dele nos chegaram em lingua siríaca provam suficientemente que sua Cristologia era ortodoxa, apesar da terminologia confusa e inexata. in Altaner/Stuiber 'Patrologia' Paulus pp 322. Ao contrário do que dizem os fanáticos em suas chicanas, ao menos neste ponto a razão assiste aos ocidentais, pois na "História" de Facundo de Herminoe - X, 01 - esta registrado que seus inimigos monofisitas e apolinaristas falsearam suas obras tendo em vista sua condenação.

  • Também é necessário enfatizar a ligação do grande Santo, Mestre, Doutor João Crisóstomo, com Diodoro, do qual fora aluno e principalmente com Teodoro - que foi por ele encaminhado a vida monástica - ligação que o ímpio Justianiano tentou a todo custo negar, mas que uma série de cartas autênticas do glorioso Padre testifica: "Jamais me esquecerei quanto ao amor genuino, sincero e isento de toda maldade, que Teodoro, desde a mais tenra juventude manifestou para comigo e do qual ainda hoje dá mostras." - ep 212 - pois não mediu forças para conseguir o retorno - ep 204 - de seu virtuoso e esclarecido amigo, envolvido pelas insídias do monstruoso e abominável Teófilo de Alexandria. Segundo João de Antakia - in Facundo II,02 - o grande Teodósio tendo assistido a um sermão seu, predicado no sínodo de Constantinopla (394) não podendo se conter exclamou: "Eis que me assentei aos pés de Ambrósio e Gregório, entretanto confeso que jamais ouvi pregador como tu.", ao que parece tal veneração foi mantida pelo neto do grande Teodósio, Teodósio II, o qual tinha por costume escrever ao velho Bispo de Mopsuestes pedindo-lhe conselhos e instruções. Conforme o já referido Facundo - VIII,06 - mesmo Cirilo de Alexandria havia recomendado como salutares algumas obras de Teodoro; Melétius seu sucessor ( Tillemont XII, 442) exclamara no dia mesmo de sua elevação: "Nós cremos como cria Teodoro, abençoada seja a fé de Teodoro."; os Bispos da Síria em resposta aos anatematismos de Cirilo, revidaram: "Preferimos ser queimados vivos do que condenar a Teodoro."; Ivas escreveu a Mari a carta laudatória condenada pelos púpilos de Justiniano em 553, S Teodoreto de Cirro, amigo de Leão de Roma, apresentou-o como "Doutor da Igreja Católica" e João de Antakia exaltou-o como pilar da fé ortodoxa... Penso que tantas referências sejam sufientes para reabilitar a este prelado que viveu, militou e morreu nas fileiras da ortodoxia.

  • Quanto a Nestor convem salientar que:


a) Jamais cindiu o Senhor em suas pessoas ou seres distintos como afirmaram os medievos estúpidos e alguns de nossos padres mal informados. Eis como se expressa Lutero, no livro "Dos concilios e da Igreja": "Atentai bem: é inegável que Nestorio não acreditava em dois Cristos, mas num só Cristo." pp 207 mostrando mais juizo do que nossos monges ineptos.



b) Nestório jamais sermoou contra o título de 'Mãe de Deus' aplicado a Santa e Pura Virgem Maria. Quem sermoou contra o significado popular que lhe havia sido atribuido por parte dos fiéis oriundos do paganismo foi seu apocrisário Anastácio - Hist Tripar Cassiodoro X - seguindo ao que parece o exemplo de Teodoro de Mopsuestes (o qual todavia concordara em retratar-se tendo em vista a paz e o bem da igreja)



c) É INEGÁVEL QUE O TÍTULO SEMPRE EMPREGADO PELA IGREJA DE DEUS COM RELAÇÃO A SANTA VIRGEM, ESTAVA A SOFRER AVUSOS NAQUELE TEMPO - ESPECIALMENTE NO EGITO - DANDO VEZO A TEORIAS PAGÃS SEGUNDO AS QUAIS A VIRGEM MÃE TERIA GERADO A PRÓPRIA DEIDADE GERADA PELO PAI SOMENTE.



d) Tendo em vista tais abusos Nestorio deu apoio a seu apocrisário, merecendo ser citado em Éfeso como Mestre ímpio, pelo oportunista Cirilio, sobrinho do infernalíssimo Teófilo e patriarca de Alexandria.



e) Tendo chegado antes a Éfeso Cirilo enviou dádivas ao Basileu e dele obteve o privilégio de abrir o Concílio ANTES QUE O PATRIARCA JOÃO DE ANTAKIA E SEUS SUFRAGÂNEOS - aliados de Nestor - HOUVESSEM CHEGADO.



f) Disto resultou enorme confusão entre os padres a ponto de Nestor, a exemplo de seu mestre exclamar: "Removo, removo a causa de tantas disputações e admito que a Virgem seja chamada mãe de Deus." id



g) Nem por isso deixou de ser remetido com cerca de trinta Bispos ao exílio no deserto e Schetis.



h) Todavia a redescoberta de sua obra máxima o "Bazar de Heraclides" ocorrida em 1910 tem lançado novas luzes a respeito de sua Cristologia, afinal a Cristologia por ele condenada - na pessoa de seu opositor Sofrônio - é a de Apolinário ( segundo a qual a deidade de transformara em corpo material ), cuja terminologia imprecisa - mas não a cristologia - fora imprudentemente adotada por Cirilo.



i) Ao que tudo parece indicar a analise de Lutero permanece de pé: o nó da questão não era a pessoa de Cristo ou as duas naturezas, MAS A COMUNICAÇÃO DE PROPRIEDADES, cuja aplicação abusiva perecia comprometer a distinção entre elas e confundi-las; daí a tendência dos antioquenos a minimizar a comunicação de propriedades e a posição extrema de alguns companheiros e discipulos de Nestor - os verdadeiros nestorianos, que a principio eram poucos - que consistia em nega-la, encarando as duas naturezas como unidas mas ao mesmo tempo incomunicáveis, concebendo pois a unidade de Cristo como meramente externa e não interna, é o que chamavam união sem mistura ou confusão.


Com justeza alegavam - e os monofisitas também - que o termo 'união hipostatica' fora inventado por Apolinário de Laodicéia e que como tal não convinha emprega-lo com relação a fé ortodoxa.



l) Este não foi o parecer de Nestor, o qual, como seus predecessores admitiu o termo Mãe de Deus, em sua acepção relativa - e perfeitamente correta - ou seja enquanto Mãe da natureza humana assumida por Deus e não geradora da natureza divina.



m) Alguns por zelo cego chegaram a cogitar que o termo Mãe de Cristo exprimia a relação entre o Salvador de modo ainda mais preciso, o que de certo modo esta correto se lho exprimimos a luz de Calcedônia. Devemos advertir porém o emprego que o apóstolo faz do termo "Sangue de Deus" no livro de Atos e o emprego do termo "Paixão de Deus' por parte dos teofóros Inácio Martir e Clemente de Alexandria, os quais não pode ser considerado como incorreto ou encarado como apolinarismo/monofisitismo



n) Por isso o Patriarca Leão I de Roma - aconselhado por Teodoreto de Cirro - instou com o Basileu Marciano (segundo Lemos na "História eclesiástica" de Zacarias de Metilene e no livro "Contra as duas naturezas em uma pessoa") para que Nestor fosse chamado a Calcedônia, de modo a que pudesse exprimir suas queixas. (daí Dióscoros de Alexandria excomungar Leão) Nestor porém respondeu ao Imperador nestes termos: "Mais me agrada a solidão e a aridez destes desertos que a incompreesão dos seres humanos." e passados alguns meses entregava sua alma ao Supremo Senhor enquanto os padres estavam congregados em Calcedônia.



o)Mar Babai no "Livro de União" ensina "Duas qnome (hipóstase, não usa o Chalcedonian deste termo, a essência), que são, sem mistura, mas eternamente unidos em um parsopa (pessoa, caráter, identidade, também "hipóstase" no uso de Calcedônia). Em grego hipóstase é utilizado especificamente para se referir ao que corresponderia a parsopa Babai, e ousion corresponderia a qnome. No período em que Babai e outros formularam os respectivos modelos cristológicos as palavras como "hipóstase" e "ousion" ainda não estavam fixados em sentido estrito, e assim foi possível usar um único termo para significar duas coisas distintas." (donde se segue que os assirios creem como nós: uma pessoa em duas naturezas)



p) Cerca de setecentos anos depois Mar Odeisho de Nishevam - século XIII - assim se expressava sobre o Cristo: "Com os Santos Padres aprendi a confessar de Cristo como Deus perfeito e homem perfeito, à semelhança de Deus e à semelhança de um servo, o Filho de Davi, e o Filho do Altíssimo, carne e Verbo." Marganitha III,04



q)Finalmente o atual patriarca dos assírios radicados no Ocidente, assinou um acordo com o líder dos Rumi - o falecido João Paulo II - segundo o qual: "A humanidade a que a Virgem Maria deu à luz sempre foi a do próprio Filho de Deus. Eis a razão pela qual a Igreja Assíria do Oriente refere-se a Virgem Maria como "Mãe de Cristo, nosso Deus e Salvador". À luz dessa mesma fé, a tradição católica aborda a Virgem Maria como "Mãe de Deus" e também como "a Mãe de Cristo."



Conclusão: Admitem pois os assírios que a Virgem possa ser evocada como mãe de Deus, significando sempre Mãe da natureza humana de Deus e ventre pelo qual a natureza divina necessariamente passou - sem no entanto ser gerada - em união com a natureza humana desde o inicio de sua concepção e durante o processo da geração. E admitindo-o admite igualmente o dogma da comunicação das propriedades, ressalvada a má fé dos eutiquianos os quais abusando das fórmulas legadas pelos apóstolos e mártires pretendiam que a deidade sofreu em sí mesma, que a deidade foi pregada em sua natureza mesma, que Deus morreu em si mesmo, e outras loucuras do gênero.
A Igreja sempre creu que Deus nasceu, cresceu, padeceu e morreu em sua natureza humana e por experiência através da comunhão de propriedades, mas de modo algum em si mesmo ou seja sem mediação da natureza humana.
Encarada a luz de Calcedônia a teologia assíria é perfeitamente ortodoxa embora tão imprecisa e sujeita a abusos quando a teologia alexandrino/ciriliana.


02) A Igreja apostólica Copta.

Esta igreja, que jamais foi monofisita ou jacobita - pois seu lider Dióscoros excomungou ao ímpio Eutiques quando soube que ele afirmara a dissolução da natureza humana na natureza divina - aferrou-se fanaticamente a expressão imprecisa e duvidosa do "Mia fisis" colhida por Cirilo - que eles coptas encaram como uma espécie de oráculo infálivel - nas obras dos apolinaristas. Daí ter sido acusada erroneamente de monofisita pelos rumi, pelos assirios e sobretudo pelos nossos bizantinos.



Examinemos porém a explanação de seu patriarca Shenouda III, no livro "Da natureza do Cristo" capitulo III:

"By "one Nature", we mean a real union. This does not involve
mingling as of wheat and barely, nor confusion as of wine and
water or milk and tea. Moreover, no change occurred as in the
case of chemical reaction. For example carbon dioxide consists
of carbon and oxygen, and the nature of both changes when
they are combined; each loses its properties which distinguished
it before the unity. In contrast, no change occurred in the
Divine or Human nature as a result of their unity.
Furthermore, unity between the two natures occurred without
transmutation.
Thus, neither did the Divine nature transmute to the human
nature, nor did the human nature, transmute to the Divine
nature. The Divine nature did not mix with the human nature
nor mingle with it, but it was a unity that led to Oneness of
Nature."

Estritamente ortodoxa sob todos os aspectos.

Empregando por sinal as mesmas figuras que Nestor e S João Damasceno, embora tais figuras: de leite, chá, agua, oléo, etc sejam inadequadas para expressar o mistério.



03) A Igreja apostólica Armênia:

"Os armênios - afirma o latino Jugie - distinguem-se pela clareza com que põem a nu a logomaquia que separou os coptas dos bizantinos."

Via de regra os armênios assim se expressam sobre o mistério: "O mesmo DEUS ENCARNADO, foi crucificado, sepultado, desceu a prisão, ressurgiu ao terceiro dia e subiu aos céus." Khazinedjian "A Igreja apostólica Armênia..." São Paulo, 1987

04) A Igreja apostólica siríaca.

Se coptas e armênios jamais foram eutiquianos ou verdadeiramente monofisitas, o mesmo não se sucede com a Igreja dos siríacos, a qual tem suas origens e seus primeiros dias ligados a heresia daquele 'monge senil' - Khazinedjian - e babão chamado Eutiques, ao qual se juntaram um grande número de bispos orgulhosos como Julio de Halicarnasso e Teodoros Askideus - autênticos teopaskitas e aphtardocetas - além do médico imperial Jacob Baradeus, o qual tendo sido sagrado pelos descontentes montou no dorso dum câmelo e espalhou o cismo por todo o Oriente, em especial pela Síria e pelos países árabes.

Naturalmente que para tais sectários não havendo natureza humana em Cristo não havia qualquer espécie de comunicação de propriedades.

Negavam portanto que a Virgem Imaculada fosse verdadeiramente Mãe de Deus e supunham ter sido ilusório, fantasmagórico ou ficticio o nascimento carnal do Senhor.

Felismente esta igreja, a principio herética e cismática, foi gradativamente recambiada a ortodoxia pelos esforços de homens eminentes como Mar Severos de Antakia, Filoxenos de Mabug, Dionísios Bar Saliba, Mikail, o cronista, etc

De modo que tornaram-se ortodoxos e Calcedonianos, sem no entanto admitirem formalmente o quarto concilio:

"A Igreja Siríaca e Ortodoxa acredita no mistério da Encarnação. Isto é, que o Filho único de Deus, a Segunda Pessoa da Santíssima Trindade, tomou para si um corpo e se tornou homem... Além disso, acredita que sua verdadeira humanidade e Sua verdadeira humanidade nele foram essencialmente Unidas." Breve resumo sobre a igreja siríaca ortodoxa.

Portanto é um grande sinal de ignorância ou de malignidade afirmar que a dita igreja seja verdadeiramente monofisita.

05) Igrejas apostólicas bizantinas:

"Imediatamente a humanidade em todos os seus membros e racional alma juntou-se com a divindade, de modo que existia simultaneamente verdadeiro Deus e verdadeiro homem em uma pessoa." Petrus Moghila iten XXXVIII

"Nós acreditamos que o Filho de Deus, Jesus Cristo, para que esvaziou-se de si mesmo - Filipenses 2:7 - ou seja, que na carne plasmada pelo Espírito Santo, no seio da a sempre Virgem Maria, assumiu uma natureza humana tornado-se perfeito homem." Dossiteus decreto VII


Conclusão:

É forçoso concordarmos com Ware no sentido de que a maior parte das controvérsias cristologicas em torno do monofistismo - ao menos com relação a igreja Copta - não passaram de meras disputas politicamente exploradas em torno de palavras, palavras por trás das quais estavam os mesmos conceitos ou doutrinas apostólicas.

Seja como for admitindo-se a existência de verdadeiros nestorianos e com muito mais propriedade de verdadeiros monofisitas - julianistas/jacobitas/teopakistas - é certo que, ambas deixaram de existir por volta do século XII/XIII, prevalecendo, grosso modo, uma aceitação informal da Cristologia calcedoniana ou como diriamos uma acomodação. Tal o parecer de Fliche Martin, ao qual acatamos.



Há pois disputação em torno de palavras e expressões por parte de nossos catadores de piolhos e pulgas, mas verdadeira Unidade de fé em torno do que a Ortodoxia pretende dizer a respeito da natureza de seu Senhor e fundador:



Um só Cristo em duas realidades distintas uma da outras mas em intima comunhão por experiência.


DIVINDADE + HUMANIDADE = ÚNICO CRISTO.


Nem a divindade habita na humanidade como num templo ou casa nem a divindade sofre ou morre em si mesma, mas a divindade intimamente unidade a humanidade nela, com ela e por ela sofre e morre por experimentação.


Tendo em vista que Cristo é um ser teândrico, podemos dizer: sangue de Deus, paixão de Deus, morte de Deus e mãe de Deus, tendo em vista a humanidade assumida por Deus ou a humanidade de Deus, ou seja, não em sentido absoluto, mas em sentido relativo, relativo a encarnação e humanização de nosso Deus.


Todas as nossas igrejas apostólicas estão de pleno acordo neste sentido.




O mesmo não se pode dizer a respeito do protestantismo havendo nele quem regeite a natureza divina para fazer do Senhor um simples homem, a exemplo de Ário; quem regeite sua natureza humana para fazer dele uma espécie de fantasma sem mãe ou corpo físico, a exemplo de Eutiques e dos; quem afirme a aniquilação de sua natureza humana após a glorificação, como certo pastor brasileiro como Asquideus; quem suponha a incorruptibilidade de seu corpo físico como Juliano; quem divida-o em dois seres ou pessoas separados como alguns discípulos de Teodoro e Nestor, tal Ziwinglo, o primeiro nestoriano moderno segundo Lutero - dos Concilios e da Igreja 214 - e a grande massa dos sectários que enveredou-se por este caminho e por ódio a Virgem partiu o Salvador em dois: o Cristo Deus Filho do Pai e o Cristo homem Filho da Virgem...


Nós todavia reconhecemos um só Cristo e não dois, em sua divindade gerado pelo Pai somente e em sua humanidade pela Virgem e o Pai... Assim o Pai é verdadeiro genitor das duas naturezas: da divina exclusivamente e da humana em parceria com a Virgem, enquanto a Virgem é verdadeira genitora apenas da natureza por ela gerada, a natureza humana e mãe de Deus apenas de modo impróprio ou seja do mesmo modo que nossas mães merecem ser chamadas de mães sem no entanto terem gerado nossos espíritos.


Pois grosso modo nossas mães são apenas e tão somente mães de nossos corpos.


De moso que ao dizer mãe de Deus não queremos dizer que a gerou a divindade, mas que gerou a humanidade a qual se união intimamente a divindade, tal e qual nossos espíritos se unem e vivificam nossos corpos.


No entanto ninguém diz a sua mãe: mãe de meu corpo! Mas apenas e tão somente mãe... assim a Virgem é mãe de Deus porque gerou o complemento de sua natureza humana.


Não há pois dois Cristos ou dois Salvadores, mas um só Cristo Salvador nascido de Maria sempre Virgem.